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terça-feira, 23 de março de 2010

Modas Antigas (Parte 02)

TAZO


Meu pai sempre me dizia: "Tem que pegar e tacar com força!", agora eu sei ao que ele se referia, aos gloriosos tazos. Essas belezuras foram a febre dos meninos do buchão e dos sem bucho também na década de 90. Os pequenos objetos circulares vinham em salgadinhos (não xilitos) da Elma Chips e em chicletes Ping Pong (aquele do É o Tchan). Havia até uma pistola que atirava tazos, que podia causar um bom aneurisma ou um traumatismo craniano legal, mas como naquela época as coisas eram supimpas que nem o Silvio Santos, então os senhores americanos que zurram tão alto com todo seu puritanismo ainda não interviam na diversão das crianças alheias. Tinha uns tazos que podiam ser facilmente confundidos com biscoitos da Bonamezza, os chamados master-tazos. Os meus preferidos eram os tazos animados, em especial os do Maskara, que tinha umas animações escrotas. Para aqueles que queriam montar uma super máquina, existiam os tazos que podiam ser acoplados em outros. Quantas crianças não já tiveram seus tazos confiscados na escola por brincarem em momento indevido e depois botar a culpa no colega marcando briga depois da aula apostando um tazo descolado como prêmio para aquele que vencesse a briga? A criançada perdia o Faustão (no auge da Ponte do Rio que Cai) nas tardes de domingo para apostar os tazos com os amigos, perdiam o Gugu (na época da gata molhada), só não perdiam o mestre Silvio Santos no Topa-Tudo. É isto meus caros, os Tazos renderam bons momentos na infância da juventude do milênio passado. Ainda bem que na época não existiam tazos de metal, senão a arma de tazo seria ainda mais mortal.

Deixo vocês agora com o master tazo do Friteco.























Peraí, que diabos é Friteco!?